Hoje, dia 8 de Abril de 2009, é comemorado mais uma vez o dia internacional do cigano. Começou na cidade de Londres, em 1971. Decisão política. No passado dia 17 de Março, foi apresentado, na Assembleia da República, o relatório das audições sobre portugueses ciganos, ouvidos pela primeira vez no parlamento português. Enquanto cientista social eu fui ouvido nessas audições, mas não revejo nem o que disse nem muito do que ouvi dizer ao longo das várias sessões neste relatório. É certo que é um ponto de partida, como diria a minha cúmplice de blogue, e pode ser bem aproveitado, mas fica aquém do que imaginei inicialmente e quando fui ouvido. Poderá este relatório vir a ser o ponto de viragem para inverter o sentido da atenção política que (não) lhes tem vindo a ser dedicada? Entende-se, no relatório, que a deputada que dirigiu as audições, queira fazer tabula rasa dos estudos e de toda a informação que já existe (e existe!) para “apenas” ouvir o que as 60 pessoas auscultadas tiveram a dizer. Qual foi então o ponto, ou pontos, de partida? O zero, como se nada se soubesse até aqui. De que forma se sentirão os investigadores sociais, os que foram e os que não foram convidados a serem ouvidos, ex-mediadores e outros ciganos que dão os seus contributos há mais de 10 anos para que haja maior aproximação e compreensão das relações entre um e outro grupo étnico, quando no primeiro parágrafo do relatório se afirma que “verificamos hoje que sabemos pouco sobre esta comunidade de cidadãos, entretanto, portugueses.”? Será que não se fez nada que possa contribuir para que este desconhecimento não seja o que se diz que é neste relatório? Já agora, porque se introduzirá aqui o "entretanto"? Referir-se-á aos últimos 500 anos? E no meu caso, quais serão as minhas origens? Será que agora já sou português? Fará esta localização temporal algum sentido? A deputada Maria da Rosário Carneiro espera com este relatório sobre os Ciganos apenas “reunir informação que permita um conhecimento mais aprofundado acerca da sua identidade, da sua diversidade, das suas condições de vida”. Não estará já esta luta noutro patamar? Espera a deputada, ainda, que este relatório “habilite os decisores políticos com os elementos necessários à formulação de eventuais iniciativas legislativas e políticas promotoras da mais plena integração desta comunidade”. O que é um decisor político? Não serão um deputado ou uma deputada, decisores políticos ou, pelo menos, motores da decisão política? O que esperam? Acredito na iniciativa, mas os resultados são escassos, na altura em mais era preciso uma estratégia vinda de cima....
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Sobre o relatório das audições sobre portugueses ciganos
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andre nao vou trata-lo por sr pk nao merece.uma pexoa como tu devia ter um pouco mais de tacto nexa cabeca e es tu licenciado .1ºse escreves a criticar tens k ter estomago pra ouvir . agora dizeres k sais as 5h30 e de kem?kem fala axim sao os ciganos k resolvem td a porrada.2ºaxas bem k os ciganos recebam exas quantias exageradas dos abonos vendem droga andam por ai a roubar td o k podem . eu recebo 25euros do meu filho mas trabalho todos dias ou seja tou a contribuir para o pais .agora diz la se e justo . o k e ke eles contribuem para o pais k lucro e k eles dao ao pais ?kerem trabalhar ?ixo e so da boca pra fora pk eles ja tiveram a trabalhar no estaleiro mas foi sol de pouca dura pk arranjam sempre desculpas para nao trabalhar.como e poxivel eu trabalhar e chegar ao fim do mes sem dinheiro e os ciganos k nao trabalham quando vao as compras puxam de rolos de notas . nao me digas k sao poupados.eu tenho 1 carro de 600euros .diz me la qual e o valor de 1 carro deles
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